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Uma Breve História Do Carnaval – A Festa Do Povo

E quem não gosta de Carnaval bom sujeito não é... como remete a aquela velha canção! Hoje é terça de carnaval o verdadeiro feriado, representando um elemento cultural importante, que manifesta o otimismo de um futuro melhor para todos os cidadãos. Cores vibrantes, música animada e espetáculos intermináveis ​​fazem parte desta festa; celebrada 4 dias antes da quarta-feira de cinzas - ou Quaresma na tradição cristã. A saber que ele é mais antigo do que parece, além de ocorrer de diferentes formas, dependendo do lugar do mundo. Conheça mais sobre a História do Carnaval!


por: Carla Madureira | em: 25 de fevereiro de 2020.

tags: Curiosidades
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O “ESPÍRITO DE ALEGRIA” É FRENQUENTEMENTE DESCRITO POR PESSOAS FANTASIADAS, CANTANDO E SE DIVERTINDO SEM PARAR POR 4 DIAS INTEIROS. CONTUDO, A HISTÓRIA DO CARNAVAL É NO MINIMO INTERESSANTE:

O Carnaval por aqui foi herança dos portugueses; como uma continuação da tradição do período que antecede os 47 dias da quaresma. Posto que, católicos faziam sacrifício e abstinência; em memória de Adão condenado após seu pecado. Então, a data carnavalesca está alinhada com o calendário cristão, que começa todos os anos quatro dias antes da quarta-feira de cinzas. Este dia sagrado é móvel – ou seja, a data muda a cada ano. Neste caso, dependendo da Páscoa – ou quando Cristo morreu e ressuscitou.  Portanto, de sexta à noite até a tarde de quarta por volta de meio dia, as festividades acontecem.

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Sobretudo, comemorado de forma branda, com brincadeiras nas ruas jogando farinha, água, tinta uns nos outros, etc; até se tornar agressivo, e proibido pelas autoridades. No final do século XIX, músicos de rua e dança foram introduzidos no Carnaval; além de trajes temáticos e da eleição do “rei”. Ainda assim, a celebração incluía música ao vivo, performances de rua, dança, carros alegóricos, roupas, alimentos e bebidas. Falando em som, no princípio o ritmo era o africano “Lundu”; e se popularizou quando 1899, Chiquinha Gonzaga compôs o famoso “Abre alas” – a primeira música do carnaval brasileiro. Por volta de 1910, nasceu o samba, influencia de escravos libertos do Rio de Janeiro. Depois, as famosas marchinhas deram o tom, até chegar como o conhecemos hoje, com a introdução de outros estilos.

E assim o evento decolou consideravelmente para outros cidades, a exemplo de Salvador, Olinda, São Paulo e Minas Gerais; cada cidade ou região com seus costumes locais.

PORÉM, O CARNAVAL NÃO É UMA INVENÇÃO BRASILEIRA NEM TAMPOUCO SOMENTE REALIZADO AQUI – APESAR DE SUA FAMA!

A História do Carnaval remonta à antiguidade, do Egito tanto a Mesopotâmia quanto na Grécia e em Roma. No passado, cada civilização adaptou a festança, bem como, criando seus próprios critérios. A palavra carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é algo como “retirar a carne”; atribuída ao período de jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos:

1- Na antiga Babilônia havia as Saceias; evento em que um prisioneiro assumia durante alguns dias a figura do rei, vestindo-se, alimentando-se e desfrutando-se dos mesmos poderes e prazeres da mesma forma como ele. Ao final, o detido era chicoteado e depois morto;

2- Havia ainda em Roma as Saturnálias e as Lupercálias. As primeiras ocorriam no solstício de inverno, em dezembro; e as segundas, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias com comidas, bebidas e danças. Os papéis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos colocando-se nos lugares de seus senhores e vice-versa;

3- Durante os carnavais medievais (bem como “festa dos tolos”), por volta do século XI, período fértil da agricultura; homens jovens se fantasiavam de mulheres, saíam nas ruas e campos durante algumas noites. Diziam-se da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos; invadiam os domicílios (com a aceitação dos que lá habitavam), fartando-se com comidas e bebidas, e também com os beijos das jovens das casas;

4- O carnaval de Veneza (Itália) e sua Commedia Dell´Arte ficaram famosas em todo o mundo pelo detalhe, beleza e riqueza. Composta por espetáculos teatrais em prosa, improviso em cenas cômicas, trágicas ou tragicômicas entre o séc XVI até XVIII. As máscaras permitiam a quebra das barreiras sociais e os ricos podiam aproximar-se dos pobres sem serem socialmente condenados ou comprometidos. Desejos e tentações podiam ser realizados na proteção do anonimato, assim como frequentar os lugares proibidos.

5- Do mesmo modo, na Alemanha, há também carnaval! Nas cidades grandes como Munique e Colonia, por séculos existem os chamados “Grêmios da Loucura” – corporações que se encarregam de legalizar o uso de máscaras durante a festa. Saiam às ruas exibindo as mais exóticas que se possa imaginar; resultado do trabalho artesanal que exige muita minúcia e paciência, e relembram antigas personagens, fatos históricos ou lendas do folclore local;

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6- Nos EUA acontece o Mardi Gras ou Carnaval em New Orleans; na comunidade negra local. Com blocos artísticos, na maioria inspiradas nos deuses da mitologia grega (Hércules, Minerva, Hermes, Baco); como resultado atestam a inspiração às saturnálias. Quanto à música, bandas de Jazz misturam-se nas ruas.

EM SUMA, A HISTÓRIA DO CARNAVAL SE MISTURA COM A ATUALIDADE: VARIA COM DESFILES DE CARROS ALEGÓRICOS NOS SAMBÓDROMOS, CORTEJOS DE BLOCOS OU FESTAS TEMÁTICAS.

CERTAMENTE, SE TRANSFORMOU E SEGUE VIVA GRAÇAS A VIBRAÇÃO ESTRIDENTE E COLORIDA QUE ENCHEM AS RUAS POR DIAS A FIO. ONDE TODOS SÃO BEM VINDOS E PODEM SE TORNAR PARTE DA AÇÃO… A CADA ANO, É AMPLIADO PARA MAIS; COMEÇANDO SEMANAS ANTES E TERMINANDO DEPOIS. ISTO É, QUASE SEM FIM…

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