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A História Do Fascínio Dos Cabelos Loiros

Uma bela cabeleira loira vai além do fato de que todos os olhares vão distingui-la dos demais,pois possuem simbolismo muito forte. Já foi interpretada de várias maneiras: da doçura infantil a sedução e até leveza. Hoje dá lugar a sofisticação num ideal feminino. Admirável caso em que algo tão simples pode ter uma enorme importância cultural. Mas por que essa cor cativa tanto? Conheça a história do fascínio dos cabelos loiros.


por: Carla Madureira | em: 5 de junho de 2019.

tags: Curiosidades
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LOIROS SÓ EXISTEM HÁ 11 MIL ANOS, MAS NESSE ESPAÇO DE TEMPO É UM MARCO NA NOSSA HISTÓRIA EVOLUCIONÁRIA!

Foi no Ocidente onde surgiu a maior concentração de pessoas com cabelos desse tipo. Igualmente também, se desenvolveu em outras populações no mundo, como asiáticas e africanas. O fio claro é caracterizado por baixos níveis do pigmento escuro eumelanina e alta taxa de feomelanina. Como a cor do fio tende a escurecer com a idade, faz do loiro natural ser geralmente raro quando adulta. 

Outra escola de pensamento sustenta que os cabelos loiros evoluíram simplesmente porque a cor era nova e interessante. Então, numa época de poucos homens, eles estariam mais propensos a escolher parceiras louras, se reproduzindo com mais frequência.

SEDUTORA, ÁS VEZES EM SUBMISSÃO OU ATÉ PODER. A REPRESENTAÇÃO DAS LOIRAS MUDOU COM O PASSAR DO TEMPO:

1- NA GRÉCIA REMOTA  

Afrodite, a deusa do amor e da beleza, era conhecida por ser loira. Os lendários espartanos militantes, e a prostitutas, eram frequentemente associados aos fios claros. Quem não tinha preferiam tingir seus cabelos usando corantes de açafrão para atrair clientes. Daí a reputação sulfurosa de loiras…

2- ROMA ANTIGA

Originalmente eles consideravam o tom amarelo do cabelo uma marca de barbárie e prostituição, e as mulheres de fios mais claros costumavam pintá-las de preto para serem consideradas mais bonitas.

No entanto, numa grande mudança (que também marcou muitos outros aspectos na vida romana), mudou as preferências de cor, tornando o loiro desejável​. Isso levou homens e mulheres de todas as classes a usar alume, cinza de madeira e até perigosos cáusticos para branquear suas madeixas

3- NA ALTA IDADE MÉDIA

Até os anos 1400, os cabelos loiros na arte e cultura europeias eram geralmente considerados símbolos de figuras bíblicas provocantes e “sexy”. Eva e Maria Madalena eram geralmente retratadas como de cabelos claros. Como se o pecado fosse loiro.

4- O RENASCIMENTO ITALIANO

As mulheres dessa época gostavam muito de clarear a juba e sabiam usar todos os tipos de preparações para tal. As nobres usavam grandes chapéus leque, para que pudessem espalhar as madeixas em cima e fazer suas empregadas cobrirem os cabelos com suco de limão. Dessa forma, poderiam ficar do lado de fora iluminando seus cachos sem expor sua pele pálida e elegante ao sol. No século XVII, perucas loiras foram feitas quem quisesse evitar descolorações com a mistura que detinha fezes de pombos como base.

5- O SÉCULO XVIII

Enquanto no século e meio antes, o cabelo escuro tinha sido muito mais elegante do que a luz (o rei Luís XIV usava), quando a loira Maria Antonieta, se tornou rainha no final dos anos 1700, o pêndulo voltou a girar e perucas claras eram de rigor para ambos os sexos.

6- DÉCADA DE 1930

A era do cinema trouxe os fios ultra platinados de Jean Harlow inspirando gerações de garotas a mergulharem suas cabeças em amônia e peróxido. Essa atriz era loira natural, mas acabou descolorindo incrivelmente seu cabelo porque o monocromo puro despigmentado traduzia lindamente nos filmes preto e branco. Mas sua cabeleira estava em tão má forma no fim de sua carreira, que supostamente quebrou de um jeito que era muito delicado adotar um estilo regular.

7- OS ANOS 50

Marilyn Monroe pegou a personagem loira ingenua que já existia e fez algo completamente mais complexo. Suas personagens “idiotas” eram na verdade bem espertas, com fios brancos e fofos. Numa América onde as mulheres ainda eram cidadãs de segunda classe, as louras dela eram emblemáticas significativa: como conseguir o que quer sem fazer com que os homens se sintam ameaçados.

8- OS ANOS 70

O estereótipo de loira boba continuou por aí, mas agora nos anos 70 com a estréia de As Panteras, elas se associaram a papéis sexy de combate ao crime. Farrah Fawcett não era o cérebro da operação, mas ela era o músculo. O que seu personagem não tinha em inteligência, compensava com tiroteios habilidosos.

Hoje em dia, a madeixa loira não escapou de suas associações históricas negativas com sensualidade ou estupidez. Apesar da percepção geral de que os estereótipos estão ultrapassados! 

Estudos também mostram que não são as loiras que são burras; sim são as pessoas ao seu redor! Como tendemos a representar rótulos percebidos, ao encontrar pessoas com fios claros, nos comportarmos de maneira inteligente em sua presença.

Por fim a história dos cabelos loiros nos mostra que na verdade, não importa se sua loirisse é natural ou a tinta… A reivindicação está em querer ser notada, desejada. Porque ostentar fios dourados é saber que a cor se distingue dos outros e isso é demais!

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